O lenhador Antônio de Souza de Oliveira, de 58 anos, conhecido como “Antônio Pernambucano”, foi condenado a 23 anos e 9 meses de prisão durante um Júri Popular realizado nesta quarta-feira (7), em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte.
Antônio foi julgado pela morte da dona de casa Dirlene Caetano e pela tentativa de homicídio contra o colega de trabalho e de bebedeira Francisco Arizonar.
Os crimes aconteceram no dia 22 de dezembro de 2019, no assentamento Campestre, na zona rural de Governador Dix-Sept Rosado. (RELEMBRE)
De acordo com as informações apresentadas no processo, o crime teria sido motivado por uma situação ocorrida cerca de dez anos antes.
Na época, quando Antônio e Francisco moravam e trabalhavam na região entre Tibau e Grossos, Francisco teria dado “guarita” ao filho de Antônio, situação que teria desagradado o condenado.
Segundo o relato de Francisco, Antônio teria dito a pessoas próximas que, um dia, acertaria as contas com ele.
Ainda segundo a vítima, esse seria o único motivo que ele consegue imaginar para explicar a tentativa de homicídio.
No dia do crime, Dirlene acabou sendo morta e Francisco também foi atacado, mas sobreviveu.
Durante o julgamento, Antônio foi condenado por homicídio qualificado pela morte de Dirlene e por tentativa de homicídio qualificada contra Francisco. Conforme o promotor de Justiça Ítalo Moreira, o Ministério Público sustentou que o crime teve motivo torpe e banal e que as vítimas foram surpreendidas, sem possibilidade de defesa.
Ao final do Júri, os jurados reconheceram as qualificadoras e Antônio foi sentenciado a 23 anos e 9 meses de prisão.














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