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19/05/2020

SUBNOTIFICAÇÃO DE COVID-19 PODE CHEGAR A 655% EM RELAÇÃO AO CASOS CONFIRMADOS NO RN APONTA ESTUDO DA UERN




Um estudo feito pelos professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) Gutemberg Dias, Carlos Daniel Silva e Souza, Marisa Rocha Bezerra e Filipe da Silva Peixoto apontou que a subnotificação dos casos confirmados de covid-19 pode ser 655,64% superior ao número de casos oficialmente registrados da doença. Esse dado leva em consideração as estimativas para assintomáticos.
Isso significa que para cada caso notificado existem 6,5 não registrados no Rio Grande do Norte.
O estudo foi publicado na Revista Pensar Geografia do curso de mestrado em geografia da UERN.
Levando em consideração o dia 12 de maio, quando o estudo foi concluído, estima-se que 12.595 pessoas foram infectadas no Rio Grande do Norte.
O estudo estima também que a subnotificação levando em consideração apenas pacientes sintomáticos gira em torno de 15,09% a 31,12%.
Em relação aos óbitos a taxa de subnotificação é de quase 100%, ou seja, para cada óbito confirmado existe um subnotificado no Rio Grande do Norte.
“A pesquisa tem o intuito de alertar a sociedade e as autoridades sanitárias em relação a subnotificação no âmbito do estado do Rio Grande do Norte. Veja que os números mostram que para cada 1 uma morte por Covid-19 temos uma subnotificada e para cada caso confirmado temos 6,5 casos não confirmados já contabilizado a perspectiva dos casos assintomáticos. É importante aumentar a testagem da população e não só quem já é suspeito”, frisa Gutemberg Dias, um dos autores do estudo.
Ele lembra que Natal e Mossoró são epicentros da doença no Estado e alerta para os risco que a capital do Oeste sofre por estar próxima ao Ceará, um dos estados mais afetados pela covid-19 no país. “Ressalto que a doença no Estado se espalha pelos municípios acompanhando os principais eixos rodoviários, dessa forma, barreiras sanitárias no entorno das cidades com maior incidência de casos e nas divisas de estados como o Ceará, que tem alta criticidade,  precisam ser avaliadas pelas autoridades sanitárias”, recomendou.
Gutemberg ainda comenta que o quadro seria pior sem os decretos de isolamento social assinados pela governadora Fátima Bezerra (PT) e prefeitos potiguares. “Houve uma diminuição significativa após o decreto estadual”, frisa.


Bruno Barreto


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