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10/06/2019

PRESO NO RN ADVOGADO LIGADO A FACÇÃO QUE TENTOU COMPRAR SENTENÇA



De acordo com o Ministério Público, Allan Clayton Pereira de Almeida pagou R$ 70 mil a um advogado que é sobrinho de desembargador e a um funcionário da Assembleia Legislativa
Advogado Allan Clayton Almeida teria pago por sentença que não veio e passou a cobrar outros envolvidos. Foto: MPRN/Divulgação
Um advogado ligado à facção criminosa Sindicato do RN foi preso nesta segunda-feira (10) como resultado da operação “Infiltrados”, promovida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. Ele supostamente teria negociado uma decisão favorável com outro advogado que é sobrinho de um desembargador e um funcionário da Assembleia Legislativa. Pagou por isso R$ 70 mil, mas não recebeu o prometido
Após não conseguir a sentença que lhe beneficiaria, o advogado, identificado como Allan Clayton Pereira de Almeida, 34 anos, passou a cobrar a devolução do dinheiro, chegando a ameaçar a vida dos outros envolvidos.
O advogado preso chegou a procurar o desembargador Glauber Rêgo, que era relator da decisão, para falar sobre o caso. Foi ele quem encaminhou o caso ao Ministério Público Federal (MPF), que então repassou as informações ao MPRN.
Os outros dois envolvidos na operação são Flávio Humberto de Noronha Freire e Rodrigo Fernandes de Paiva. O primeiro seria  advogado; ex-assessor da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e sobrinho do desembargador Virgílio Fernandes de Macedo Júnior.
Já o segundo é  ex-assessor do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e ex-servidor da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Eles dois teriam recebido R$ 70 mil de Allan Clayton para ele ser favorecido em um de seus processos dentro do TJRN. Não foi comprovado envolvimento de nenhum desembargador no caso.
A esposa de Allan Clayton, Isabel Cristina Gorgônio Medeiros, que foi ex-candidata a deputada estadual pelo PSD, também é investigada pela operação Infiltrados. Ela seria a responsável pela movimentação financeira do casal. ” No período de 07/01/2014 a 09/03/2017, a investigada recebeu um total de R$ 1.639.000,84 através de depósitos não identificados”, diz o relatório do MP.
Essa investigação começou em outubro de 2017. Allan Clayton Pereira de Almeida já havia sido preso antes. Em setembro de 2016 ele foi detido por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro promovido por facção criminosa. Isso foi investigado pela operação batizada como “Medellin”.
Allan Clayton ficou preso durante cerca de um mês. Naquela época também foi apreendido seu celular. E foi neste aparelho que os investigadores encontraram indícios da negociação que hoje resultam na sua prisão. Na operação desta segunda-feira, além da prisão preventiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro locais nas capital e em Parnamirim.

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