A Polícia Militar do RN expulsou definitivamente o 2º sargento Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pelo assassinato da universitária Zaira Cruz, de 21 anos. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (17) no Boletim Geral da corporação.
O ato foi assinado pelo comandante-geral da PM, coronel Alarico José Pessoa Azevedo Júnior.
Segundo a corporação, a expulsão foi motivada pela condenação por homicídio qualificado e estupro, além de uma transgressão disciplinar considerada incompatível com a carreira militar.
Em dezembro de 2025, Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão. A sentença estabeleceu 14 anos pelo homicídio qualificado e seis anos pelo estupro, após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri em Natal.
Relembre o caso
Zaira Cruz foi encontrada morta dentro de um carro em Caicó, durante o Carnaval de 2019. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público e acolhida pela Justiça, a universitária foi vítima de estupro e morreu por estrangulamento. Durante todo o processo, o então policial negou o crime, e sua defesa sustentou que a morte teria ocorrido por causas naturais.
Preso desde os primeiros dias da investigação, Pedro Inácio permaneceu detido em uma unidade da PM até este ano.
Em março, quatro meses após a condenação, ele obteve progressão para o regime semiaberto. Nesta sexta, a Polícia Militar oficializou sua expulsão definitiva da corporação.
Promoções contestadas pelo MPRN
Em abril, o Ministério Público do RN recomendou que a PM anulasse as duas promoções concedidas a Pedro Inácio enquanto ele estava preso preventivamente pelo caso.
Segundo o órgão, as promoções de 2020 e 2023 descumpriram a legislação estadual, que impede a ascensão na carreira de policiais nessa condição.
O MPRN também defendeu que o militar retornasse ao posto de cabo, com efeitos retroativos a março de 2019, e que fosse apurado eventual prejuízo aos cofres públicos para possível ressarcimento de valores recebidos indevidamente.













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