O Governo do Rio Grande do Norte anunciou oficialmente, na manhã deste sábado (17), o local onde será construído o novo estádio de futebol de Mossoró.
A confirmação foi feita pela governadora Fátima Bezerra, durante solenidade com lideranças políticas e desportivas, e define o bairro Abolição II como área escolhida para receber o equipamento esportivo.
A iniciativa é apontada como um marco para o esporte mossoroense, que enfrenta há mais de três anos a ausência de um estádio apto a receber partidas oficiais.
“Nosso governo tomou uma medida decisiva. Sem isso, não existiria nenhuma possibilidade de prosperar o projeto”, afirmou a governadora ao comentar a definição do terreno, descrito como localizado em área privilegiada da cidade.
Segundo ela, a etapa seguinte será viabilizar a concretização do estádio: “Temos terreno e temos projeto. Os próximos passos são no sentido de concretizar esse sonho”.
De acordo com o governo estadual, o terreno destinado ao estádio possui 78,5 mil metros quadrados. O projeto prevê capacidade inicial para 5 mil torcedores sentados, quantitativo que atende à exigência mínima da CBF para jogos das séries B e C do Campeonato Brasileiro.
A proposta, porém, já considera ampliação progressiva, podendo chegar a 15 mil lugares ao longo do tempo.
O secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coelho, detalhou que a primeira etapa do projeto contempla a estrutura de apoio necessária ao funcionamento do equipamento.
“A primeira etapa contempla tudo o que diz respeito à parte de apoio: vestiários, banheiros, área administrativa, área técnica, área para arbitragem, área para todo o apoio e o próprio campo de futebol, e uma grande esplanada onde teríamos o estacionamento”, explicou. Segundo o secretário, há previsão de contratação até o fim de janeiro e prazo de 90 dias para conclusão dos projetos, para então avançar na modelagem de uma PPP (Parceria Público-Privada) para a execução.
Representantes dos principais clubes da cidade acompanharam o anúncio e destacaram a expectativa por encaminhamentos rápidos.
O presidente do Baraúnas, Lima Neto, disse que a confirmação do local “agrada aos olhos do clube e da torcida” e afirmou torcer para que “todos os passos sejam dados” até a entrega da praça esportiva.
Já o representante do Potiguar, Djalma Freire Júnior, classificou o momento como simbólico diante da carência estrutural vivida pelos clubes nos últimos anos.
Ele parabenizou a governadora pela iniciativa e afirmou que o estádio representa um “reparo” ao futebol local, que tem enfrentado dificuldades para manter mando de campo.
A falta de um estádio em funcionamento em Mossoró tem alterado a logística de jogos. Na quarta-feira (14), por exemplo, o Potiguar enfrentou o ABC pelo Campeonato Estadual no Estádio Francisco Antônio da Costa, o “Fião”, em Serra do Mel.
A construção do novo estádio ganhou forma após uma conversa preliminar, em outubro do ano passado, entre os presidentes de Potiguar e Baraúnas, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, e a governadora.
A proposta inicial apontava para um terreno da UERN, nas proximidades do Hospital da Mulher, mas a governadora determinou a criação de uma comissão — com Secretaria de Infraestrutura, universidade e representantes dos clubes — para elaborar projeto, orçamento e definir a área mais adequada, sob coordenação de Cadu.
Presente ao evento, o secretário afirmou que a iniciativa é resultado do diálogo com a sociedade e com os clubes.
“Dialogando com os representantes dos clubes daqui de Mossoró, abraçamos esse projeto, que é muito importante para o fortalecimento do esporte na cidade e no Estado”, disse.
O projeto elaborado e aprovado pela equipe de engenharia do Estado recebeu recursos de uma emenda parlamentar da deputada estadual Isolda Dantas, no valor de R$ 165 mil.
“É um dia para ficar na história”, afirmou a deputada, citando que a praça esportiva deve contemplar não apenas o futebol tradicional, mas também o esporte feminino e o amador.
O anúncio ocorre em um cenário de crise do principal estádio da cidade.
O Estádio Leonardo Nogueira (Nogueirão), inaugurado em 4 de junho de 1967, está interditado há quase dois anos e enfrenta problemas jurídicos e estruturais. Com isso, os clubes locais perderam a possibilidade de realizar jogos oficiais em Mossoró e passaram a buscar alternativas em municípios vizinhos.
Ao anunciar o novo estádio, o governo estadual afirma reforçar o compromisso com a valorização do esporte e da tradição futebolística mossoroense, que remonta a 1919, com a criação da Liga Mossoroense de Futebol e do Humaitá Futebol Clube, seguida pelo surgimento do Ipiranga Esporte Clube, em 1920.
Tribuna do Norte















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