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18/01/2017

[ÁUDIO] BANDIDOS DO PCC PRESOS NO CEARÁ COMEMORAM MATANÇA EM ALCAÇUZ



Um áudio postado nas redes sociais,revela que bandidos encarcerados no Sistema Penitenciário do Ceará comemoram a matança de presos ocorrida no fim de semana na Penitenciária de Alcaçuz, localizada na cidade de Nízia Floresta, na Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte (RN).
Os criminosos cujas vozes aparecem no áudio fariam parte de uma facção criminosa instalada nas celas da Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Jucá Neto, ou CPPL 3, integrantes do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).  Eles comemoram a chacina que deixou, ao menos, 26 mortos no estado vizinho.
“Aqui é da CPPL 3, do QG do crime. Vamos dar um grito de guerra e de vitória para os nossos amigos do Rio Grande do Norte. Estamos vencendo mais uma guerra, mais uma batalha, contra CV, FDN e Sindicato do Crime do RN”, grita um dos detentos.
Outro presidiário vai mais além e diz que seu maior inimigo, a facção que se autodenomina “Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte”, “não existe mais”.  O bandido, que seria um dos líderes do PCC, diz para os demais que é hora “de dar a volta por cima, com inteligência, sabedoria e disciplina”.
E mais: “Nós aqui temos que dar a volta por cima,. Nesta hora, nós temos que ser muito cautelosos, temos que batizar o sigilo em todas as cadeias desse estado do Ceará, onde temos que estar trabalhando incansavelmente de dia e de noite. Porque nós não perdemos a guerra, só a batalha. Então, nós estamos aqui posicionados neste lugar para podermos lutar e vencer”.
O aúdio tem aproximadamente oito minutos de duração e os presos revelam que seriam membros do PCC e que a chacina em Alcaçuz seria uma retaliação à matança de presos da facção nos presídios em Manaus e Roraima no começo deste mês.
A Secretaria da Justiça e da Cidadania não se pronunciou sobre o fato.
Nas duas últimas semanas, milhares de presos foram transferidos de cadeia por determinação da Sejus e com a autorização da Justiça e o apoio operacional da Polícia Militar. O objetivo é separar os membros das facções rivais e, assim, impedir que ocorram brigas e mortes.

OUÇA O ÁUDIO 

Por Fernando Ribeiro

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